Diana
Eu estava no meio da rua de novo. Sempre no mesmo lugar. Sempre com o mesmo peso no peito.
O céu estava cinza, carregado, como se estivesse prestes a chover. Tudo ao meu redor parecia morto, sem vida. Nenhuma pessoa, nenhum som. Apenas eu, com uma sacola na mão. Não sei o que tem dentro, nunca consigo ver. Tento olhar, mas meus dedos não se mexem. Como se o saco estivesse colado na minha pele.
Dou um passo para frente e ouço o som dos meus saltos ecoando no asfalto vazio. É assustador com