༺ Domenico Beltron ༻
Cheguei mais cedo da empresa essa tarde, querendo aproveitar algumas horas tranquilas ao lado da Amara. O silêncio da mansão contrastava com o turbilhão de reuniões que ainda ecoavam na minha cabeça.
Assim que atravessei o portão, percebi de imediato a ausência de um dos veículos. O olhar treinado não deixava escapar detalhes.
Um dos motoristas estacionava, ajeitando o carro. Caminhei até ele.
— Onde está o Carlos? — perguntei direto, cruzando as mãos atrás das costas.
O homem ergueu as sobrancelhas, ajeitou o chapéu com um gesto quase nervoso e respondeu:
— Senhor, ele saiu com a dona Amara.
Meu cenho franziu.
— Saiu? Ela não mencionou nada. Disse para onde ia?
— Não, senhor. Só pediu que a levasse. Ela não, deu qualquer detalhe para onde foi.
Engoli a contrariedade, puxei o celular do bolso e abri o localizador. Um ponto brilhava no centro da cidade. Estreitei os olhos.
— O que ela foi fazer no centro a essa hora? — murmurei para mim mesmo.
O relógio já passava