༺ Amara Wild ༻
Entrei na mansão batendo a porta com mais força do que deveria. O som ecoou pelos corredores como um aviso da raiva que queimava dentro de mim.
A perseguição do meu pai não cessava. Onde quer que eu fosse, lá estava a sombra dele, tentando me controlar, me arrancar a paz, como se a minha vida fosse propriedade dele. Sentia-me cansada, sufocada, sem espaço para respirar.
Cruzei a sala sem querer encarar ninguém. Só queria me trancar no meu quarto e esquecer que o mundo existia. Porém, não cheguei muito longe. Do sofá, Domenico ergueu os olhos de um jornal qualquer e logo se levantou.
— Amara, aconteceu alguma coisa? — a voz firme dele cortou o ar, mais curiosa do que acusadora.
Respirei fundo, tentando disfarçar.
— Está tudo bem, Domenico. Vou para o meu quarto.
Não esperei reação. Subi as escadas de cabeça erguida, fingindo uma serenidade que não existia. A cada passo, o peso no peito aumentava.
O corredor parecia interminável, como se testasse a minha paciência. Quando