༺ Domenico Beltron ༻
Após uma noite inteira agitada no hospital, onde cada minuto parecia uma eternidade, finalmente me senti seguro o bastante para voltar à mansão. Depois de saber que Amara estava bem.
Meu corpo pesava, os olhos ardiam, e mesmo assim a mente não desligava. A imagem da Amara naquela cama, com sangue escorrendo e a respiração fraca, ainda me perseguia.
Ao empurrar a porta de entrada, encontrei a cena que eu menos queria ver logo de manhã: minha mãe e a mãe do Luca sentadas no sofá, tomando chá como se nada tivesse acontecido. Assim que me viram, levantaram-se apressadas, com aquele sorriso cínico que sempre me tirou do sério.
— Como está a Amara? — minha mãe perguntou, fingindo uma preocupação que não combinava com os olhos frios dela.
Luca apareceu ao meu lado, o pai também. Respirei fundo, firmei o olhar nas duas e soltei:
— Eu pensei que tinha sido claro ontem. Quero que arrumem as coisas de vocês e saiam da nossa casa.
Os rostos delas mudaram imediatamente. A másc