Arthur Strauss
O saguão do Hotel Unique era um mar de flashes e sussurros, uma selva de concreto e cristal onde cada predador usava um smoking de cinco mil dólares. O ar estava saturado com o perfume caro de gente que mede o valor de uma vida pela cotação na bolsa.
Eu estava parado diante da barricada de repórteres, sentindo o peso de cada palavra que eu sabia que ela — Maya — poderia ler, ouvir ou sentir o impacto.
Um dos microfones da imprensa de entretenimento foi enfiado quase dentro