Maya Nogueira
A porta do elevador privativo ao lado do quarto se abriu, e de lá de dentro saiu Arthur. Ele estava vestido com calças de moletom cinza e uma camisa polo escura que destacava a palidez do rosto.
O braço esquerdo continuava imobilizado e preso à tipóia ergonômica sob a manga da camisa, mas ele estava sentado erguido, com os ombros largos em linha reta e o maxilar travado em uma expressão de pura rigidez glacial.
Ele tinha acabado de voltar dos exames. E a expressão no rosto dele