Maya Nogueira
O sangue ainda pulsava nas minhas têmporas como um lembrete físico do que acabara de acontecer. Eu caminhava pelo corredor do hospital com as pernas parecendo feitas de gelatina, o papel da autorização do hospital apertado contra o peito como se fosse a única coisa mantendo meu coração no lugar.
— O que aconteceu, Maya? — A voz de Helena, a recepcionista, soou distante, embora ela estivesse a poucos passos. Ela parou de digitar e me avaliou com uma expressão de choque genuíno.