Uma lembrança do passado

Alexandra:

Comecei a frequentar boates e lugares geralmente frequentados por pessoas ligadas ao crime. Não aqueles que vendem maconha, mas os grandões, os cabeças do crime em São Paulo.

Eu sou uma mulher muito bonita, que faço muitos homens babarem por mim. Tenho um metro e setenta, cabelos vermelhos, olhos castanhos e pele clara, na maioria das vezes bronzeada. Minha cintura fina realça minha bunda, deixando ela maior. Meus peitos não eram tão grandes, mas agora, devido estarem sempre cheios de leite, estão enormes.

Não sou do tipo de mulher que usa o corpo para benefícios, mas para encontrar meu filho sou capaz de vender até minha alma ao diabo.

Chego nesta casa noturna, uma das mais luxuosas de São Paulo. O lugar está bastante cheio de mulheres e homens bonitos e corpos sarados. Não estou bem em forma devido à gravidez, mas Samuel mamava tanto que me secava.

Penso no meu filho e me dá uma tristeza.

Tinha vendido meu carro e meu apartamento estava quase fechando negócio.

Caminho pelo lugar para me familiarizar com o ambiente e achar meu alvo, um traficante bem forte da região sul, do lado dos ricos da cidade.

Peguei uma bebida colorida e andei até a área VIP onde o homem se encontra. Joguei meu charme e um sorriso sedutor, afinal eu estava vestida para matar. Um vestido curtíssimo, bem colado, e meus peitos pareciam que iam saltar para fora da roupa.

Como eu planejei, o homem ficou babando.

Enquanto flertava descaradamente com o traficante, que me chamou na cara de pau para transar com ele, quando olho para o lado me deparo com Alberto Alves, meu ex e pai do meu filho.

Ele me olha com certa raiva e se aproxima falando:

— Como vai, Aler? — ele me cumprimenta com o apelido que me chamava.

— Muito bem, Alberto, não está vendo? — falo apontando para o homem tatuado ao meu lado.

— Parece que você decaiu muito desde que te deixei, está saindo com qualquer um. — ele fala arrogante.

Tento segurar para não chorar na frente dele, porque eu ainda amo este babaca. Meu coração aperta de saudades. Fecho os olhos e respondo:

— Pelo contrário, eu melhorei muito. Agora estou com um homem de verdade. — falo com meu nariz empinado.

Ele fica com a cara vermelha de raiva e vem na minha direção para me agredir, mas o traficante entra na frente dizendo:

— Na minha frente ninguém b**e em mulher, mano. — ele fala segurando Alberto.

Meu ex me olha com uma cara feia, xinga alguns palavrões e vai embora.

E, por incrível que pareça, o homem, que é um criminoso, me abraça me acalmando. Ele me leva para fora do lugar e diz:

— Quem era aquele cara?

— Meu ex-namorado e pai do meu filho. — falo desviando o olhar dele.

— Vamos para minha casa e você me conta tudo. A propósito, eu me chamo Jefferson. — ele fala apertando minha mão.

— Alexandra. — falo entrando no seu carro.

Ele mora na favela, mas sua casa é confortável.

Ficamos juntos e, depois disso, ficamos na cama abraçados. Ele falou:

— Agora me conta tudo. Quero que você desabafe como se eu fosse seu amigo de longa data.

Suas palavras são sinceras e me fazem relaxar, então começo a contar minha história.

— Quando eu tinha dezessete anos, passei no vestibular da USP e vim para a capital estudar. Fiquei hospedada na casa dos meus tios, que são um casal gay e muito legais, mas depois fiquei morando no dormitório da faculdade.

Quando completei dezenove anos, eu estava fazendo Direito, porque meu sonho era ter meu próprio escritório de advocacia. Sonho meu e do meu pai. Ele sempre me dizia que iria me ajudar com meu escritório.

Quando eu estava no último ano, Alberto foi dar uma palestra e nos conhecemos. Começamos a sair.

Ele era professor em outra faculdade e veio fazer uma palestra sobre criminalística. Aquele homem é bonito e sabe muito bem usar seu charme para levar as garotas para a cama.

Não que eu fosse uma garota ingênua, mas me apaixonei perdidamente por ele.

Um cara bonito, elegante, carinhoso e muito educado, e logo eu estava me entregando para ele. Suas palavras doces e suas juras de amor eterno me faziam acreditar em qualquer coisa que ele falasse.

Nunca percebi que ele quase não aparecia no final de semana, até eu descobrir que estava grávida.

Mas para que me preocupar? Nós vamos nos casar mesmo, pensei.

Quando fui toda feliz para dar a notícia para o desgraçado, Alberto j**a a bomba de que era casado e eu fui só uma diversão.

— Quero que tire esta criança. Eu já tenho filhos com minha esposa. — ele fala cruelmente.

Eu apenas choro como uma garota boba.

— Vou depositar uma boa quantia em dinheiro para você sumir da minha vida, você entendeu? — ele fala rudemente, segurando meus braços.

Eu concordo com ele que vou sumir de sua vida, mas tirar meu filho, jamais.

Depois disso nunca mais eu vi aquele maldito.

Tive meu filho sozinha, me formei, comprei um apartamento e um carro com a grana que o babaca me deu e fim da história. — eu falo.

— Só isto? E o que você está fazendo aqui comigo? Cadê o seu bebê? — ele pergunta me alisando.

— Calma! São muitas perguntas. — eu falo rindo.

— Cadê o bebê? — ele pergunta.

— Não sei, ele foi sequestrado, mas você vai me falar tudo sobre Valentin Volkv. — falo séria.

— Está maluca? Você está falando da máfia russa. — ele fala com medo.

— Escuta, garota, você é gostosa, mas não quero morrer. — ele fala se levantando da cama para se vestir.

— Por favor! É apenas algumas informações. Ninguém nunca vai saber que você me falou, eu prometo. Eu não posso viver sem meu filho. — falo chorando, agarrada às suas pernas.

Ele me olha por algum tempo sem dizer nada.

Coloco minhas roupas chorando silenciosa até ele dizer:

— Está bem. Não suporto ver uma mulher chorar. Eu vou contar tudo que sei, mas você nunca falou comigo, beleza?

Eu confirmo com a cabeça, feliz.

 

 

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