O gosto amargo do desprezo. Capítulo 17
A porta se fechou atrás de Roberto com um estalo seco, ele não olhou para trás, não podia. Se fizesse isso, talvez perdesse o pouco de controle que ainda fingia ter. O corredor parecia mais longo do que o normal, e cada passo dele ecoava no mármore com um som áspero. O salto polido dos sapatos, antes símbolo de autoridade, agora soava como o ranger de uma armadura trincada.
A raiva fervia no estômago, o rosto ardia, a frase ainda martelava na cabeça dele.
“Quero alguém que me respeite.”
Isabell