Christine Conway
— O que você veio fazer aqui Simon? — Pergunto quando chegamos nos fundos da casa onde o jardim está precariamente assustador e faço uma nota mental de cuidar disso, a grama está alta e as flores já estão todas murchas e secas. Trabalhando como garçonete eu nunca tinha tempo para cuidar deste lado da casa, apenas lá na frente que era para as pessoas não me acharem uma porca que descuida da própria casa. Sem contar que não sou obrigada a ficar o tempo todo cuidando da casa.
— Eu disse que tinha uma proposta para você — sem se quer ser convidado ele senta num dos bancos de madeira que comprei numa loja de móveis de desapego, apesar da madeira já estar meio pálida e cansada o banco ainda serve para alguma coisa no final das contas.
— Olha Simon, o que aconteceu mais cedo foi um erro do qual não pretendo repetir. Não fui nada profissional para além de ter desrespeitado meu local de trabalho — falo mais séria.
— Estou nem aí. Eu sou o dono de tudo aquilo. E por mais esc