Liora
Eu estava nervosa.
Meus olhos voltavam sempre para o ponteiro do relógio pendurado na parede de pedra. O tique-taque ecoava no salão silencioso como passos de alguém que se aproximava devagar demais.
A mansão para onde eu tinha sido levada parecia ter saído de um filme antigo — um daqueles em que a heroína sobe uma escadaria enorme e percebe tarde demais que não está sozinha. Era imensa, imponente, construída com uma elegância que só famílias muito antigas (ou muito perigosas) possuíam.
E