Pov Aeron
A prata queimava.
Sempre queimava.
Mesmo depois de tantos dias, eu ainda sentia como se as correntes estivessem sendo pressionadas contra minha pele pela primeira vez. Elas envolviam meus pulsos, meu pescoço e parte do peito, presas a argolas cravadas na parede de pedra.
Cada respiração fazia o metal raspar contra a carne.
Cada movimento trazia uma nova onda de dor.
A cela era úmida, escura e cheirava a mofo, sangue e ferrugem.
Eu não sabia exatamente há quanto tempo estava ali.
Os di