Já fazia meses que Suzane havia se “alojado” na vida de Dante.
O que começara como uma visita temporária transformou-se, pouco a pouco, em presença constante. Suas roupas ocupavam os armários, seus perfumes dominavam o ambiente, sua risada ecoava pelos corredores do luxuoso flat onde Dante morava.
Ela circulava pela casa com naturalidade, como se sempre tivesse pertencido àquele lugar.
E, de certa forma, agora pertencia.
Naquela noite, a cidade brilhava através das janelas de vidro do apartamen