O quarto do hospital já não parecia uma prisão.
As cortinas estavam abertas naquela manhã, deixando a luz do sol entrar devagar, iluminando o rosto pálido de Natasha. O som dos aparelhos agora era menos assustador, menos urgente. O perigo já não rondava como antes.
Ela respirava melhor.
Falava melhor.
E, aos poucos, voltava a ser ela mesma.
Laura permanecia ao seu lado como uma guardiã silenciosa. Dormia na poltrona quando precisava, levava roupas limpas, penteava o cabelo da amiga, ajudava nos