Rafael demorou alguns minutos parado diante da porta do quarto de Helena. Do outro lado, silêncio. Um silêncio pesado, denso, diferente do habitual. Ele sabia que ela estava ali. Sabia também que ela tinha visto.
Bateu duas vezes.
— Helena, abre a porta.
Nenhuma resposta.
Ele respirou fundo, girou a maçaneta. A porta estava destrancada.
Helena estava perto da janela, os braços cruzados, os olhos vermelhos. Não era tristeza. Era fúria.
— Então você resolveu aparecer — ela disse, sem olhar para e