Camila Duarte Ricci
A noite já tinha caído sobre a mansão quando a campainha soou, ecoando pelos corredores silenciosos. Eu estava na sala de estar, ajeitando uma manta sobre o sofá, quando me virei para Lorenzo, que estava ao lado da lareira, girando um copo de uísque nas mãos.
— Você convidou alguém? — perguntei, franzindo a testa.
Ele sorriu de lado, aquele sorriso misterioso que sempre me deixava em alerta e um pouco fascinada, antes de dar um gole na bebida.
— Você vai ver.
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