Dimitri Carter
A garrafa de uísque estava quase vazia. O líquido âmbar descia queimando minha garganta, mas a dor era tão amarga quanto o sabor da bebida. Melhor sentir isso do que encarar o vazio que me consumia por dentro.
Eu estava jogado no sofá da sala, encarando a escuridão do cômodo. A mansão era grande demais para mim, fria demais. Mas talvez fosse exatamente o que eu merecia, ou o que me representava, eu deveria ser parte daquele cômodo, como uma mobília, vazio e sem vida.
O som dos s