A taça de vinho ainda estava na minha mão quando ele falou.
— Senta.
Não era convite. Não era ordem. Era alguma coisa no meio.
O meu corpo ainda tremia. O enjoo do caminho tinha passado, mas a tontura continuava lá. Sentei no sofá. O couro era frio contra minha pele ainda quente.
Ele ficou em pé. Olhando para mim. O corpo tenso. O olhar vazio.
O silêncio se estendeu.
— Sua mãe está em casa? — ele perguntou.
— Sim. — A voz saiu mais rouca do que eu esperava. — Ela está bem. Quis voltar. Disse qu