O tempo passava de um jeito estranho na cobertura.
Dias que pareciam horas. Noites que pareciam eternidades. Minha mãe melhorava a cada dia — os médicos estavam impressionados com a recuperação dela. Gabriel trabalhava, viajava, voltava. E eu... eu vivia na corda bamba entre o que era real e o que era mentira.
Mas havia momentos que eram só nossos.
Como aquela noite.
O quarto estava escuro, as cortinas abertas. A lua de Nova York entrava pelas janelas, iluminando o corpo dele sobre o meu. A res