O carro preto parou em frente ao edifício da cobertura em silêncio.
Durante todo o trajeto de volta da joalheria, Gabriel não disse uma palavra. Ficou olhando pela janela, os dedos parados sobre a pasta preta, o rosto uma máscara de pedra.
Eu não disse nada também.
O que eu podia dizer? "Sinto muito que sua ex-noiva esteja noiva do seu sócio"? "Você quer conversar sobre o que sentiu quando viu o anel de safira no dedo dela"?
Não.
Eu não era sua amiga. Não era sua psicóloga. Não era nada disso.