GABRIEL MONTENEGRO
O brilho da tela do celular parecia um farol de interrogação no meio da escuridão daquela sala. Camila. O nome piscava como um aviso. Melissa me encarava com aqueles olhos que costumavam ser meu porto seguro e que, agora, eram trincheiras de guerra. Eu não queria atender, mas o silêncio dela era um julgamento pior do que qualquer grito.
Peguei o aparelho e atendi no viva-voz, sem tirar os olhos de Melissa.
— Gabriel? Onde diabos você se meteu? Você sumiu, ninguém sabe de voc