O celular vibrou no banco ao lado.
Letícia já estava com as mãos apertadas no volante, os dedos tensionados a ponto de embranquecerem, o coração acelerado demais para qualquer tipo de controle real. O ar entrava curto, irregular, e por um instante ela precisou forçar o foco na estrada para não perder completamente a noção do que estava fazendo. Quando viu o número desconhecido na tela, não precisou pensar — não havia dúvida alguma.
Era ele.
Atendeu na hora.
— Miguel.
Do outro lado, silênci