O silêncio depois da briga não era silêncio.
Era um eco.
Pesado.
Quase palpável.
Pedro ainda estava sobre André, o peito subindo e descendo de forma descompassada, cada respiração doendo. O gosto metálico do sangue tomava a boca, escorrendo pelo queixo, pingando no chão do ringue. O punho ainda estava erguido, mas já não tinha a mesma força.
O corpo inteiro latejava.
Mas não era só físico.
Era tudo.
A cabeça ainda girava, tentando acompanhar o que tinha sido dito, o que tinha sido jogado na car