Eu vou pra Alemanha.
Letícia ainda estava nos braços de Eduarda quando o choro começou a perder força.
Não porque a dor tinha passado — longe disso —, mas porque o corpo simplesmente já não aguentava mais sustentar tudo com a mesma intensidade. A respiração vinha irregular, falhando no meio, como se cada tentativa de se recompor esbarrasse em alguma lembrança recente demais.
Eduarda não dizia nada.
Só permanecia ali.
Uma mão firme nas costas dela, a outra segurando com cuidado, como se soubesse que qualquer movimen