O que não existe mais.
A porta bateu.
O som ecoou dentro do carro de um jeito seco, definitivo.
Pedro não se mexeu. Por alguns segundos — ou minutos, ele já não sabia dizer — ficou exatamente como estava, as mãos ainda suspensas no ar, no mesmo lugar onde ela tinha estado. Os dedos levemente curvados, como se ainda segurassem alguma coisa que já não existia mais.
O peito subia devagar, pesado, como se respirar exigisse esforço. Ele fechou os olhos e, por um instante, tentou voltar alguns segundos no tempo — antes del