O carro estava em silêncio.
Não um silêncio desconfortável.
Mas aquele tipo de silêncio que vem depois de tudo.
Depois do caos.
Depois do medo.
Depois da exaustão.
Letícia estava encostada no banco, ainda tentando entender que aquilo tinha acabado. Que ela tinha saído. Que ela não estava mais lá.
Os olhos pesados.
O corpo fraco.
Mas, pela primeira vez em dias…
ela podia respirar.
— Eu quero ver meus filhos… — disse, com a voz baixa, ainda rouca.
Pedro olhou rapidamente para ela, dirigindo com c