Luísa parou diante da prateleira de cereais, os olhos brilhando ao reconhecer a caixa colorida.
Era o cereal que Heitor costumava comprar para ela — o preferido, o “especial”, aquele que sempre vinha acompanhado de alguma piada boba ou da promessa de um prêmio escondido no fundo da caixa.
O pacote, porém, estava alto demais.
Ela esticou o braço, subiu na ponta dos pés, tentou mais uma vez — mas não alcançou.
Ao lado, um homem folheava os rótulos com distração.
Luísa respirou fundo e se aproximo