O banheiro feminino do The Shard era exatamente como o resto do prédio: frio, espelhado e excessivamente luxuoso. Mármore negro do chão ao teto, orquídeas brancas que pareciam artificiais de tão perfeitas e um silêncio que zumbia nos ouvidos.
Apoiei as mãos na bancada de mármore gelado e encarei meu reflexo. Minhas bochechas estavam coradas, os lábios inchados de morder para conter os gemidos na mesa. Eu parecia exatamente o que era: uma mulher que tinha acabado de ser levada à beira do abismo