Acordei com a sensação fria do diamante contra a minha pele, um contraste nítido com o calor do corpo de Pedro, que ainda dormia ao meu lado. Levei a mão ao pescoço, tocando a pequena rainha de xadrez. Não a tinha tirado para dormir. Duvidava que a tirasse tão cedo.
Era segunda-feira. O fim de semana de "pessoas normais" — de pipoca, jeans e sorvete — tinha terminado. A realidade batia à porta, mas pela primeira vez, não me sentia a entrar numa guerra sozinha.
Levantei-me devagar, tentando não acordar Pedro, mas a mão dele, pesada e possessiva, segurou o meu pulso antes que eu pudesse sair da cama. — Aonde pensa que vai sem o meu beijo de bom dia, Senhora CSO? — a voz dele era um grave rouco de sono, os olhos ainda fechados.
Sorri, inclinando-me para beijá-lo. — Vou governar o mundo, Senhor Montenegro. Alguém tem de o fazer enquanto o CEO dorme.
Ele abriu um olho, um brilho divertido a surgir. — O CEO está apenas a recarregar as baterias. E o mundo pode esperar pelo meu café.
Uma