A manhã começou diferente.
Não mais pesada como nos dias anteriores.
Ainda havia dor.
Ainda havia medo.
Mas… havia algo novo.
— Vamos tentar de novo hoje — disse a fisioterapeuta, com um sorriso encorajador.
Amélia, sentada na cama, respirou fundo.
Olhou para Rafael.
— Eu vou cair de novo.
— E eu vou estar aqui pra te segurar — respondeu ele, simples.
Dessa vez, ela não hesitou tanto.
Apoiou as mãos.
Levantou devagar.
Com ajuda.
As pernas ainda tremiam.
O corpo ainda parecia não confiar em si m