O apartamento estava em silêncio.
Ou, pelo menos, aquele tipo de silêncio que só existe na casa de quem acabou de se tornar pai e mãe.
Porque, mesmo sem barulho, havia vida em cada canto.
Havia o som baixinho do respirador da babá eletrônica. O som ritmado da respiração de Sophia, que, exausta, dormia abraçada ao travesseiro. E, claro, o som mais doce e poderoso de todos: os suspiros miúdos de Nora.
Ela estava ali, no bercinho acoplado à cama. Tão pequena. Tão frágil. Tão absolutamente perfeita