O VENENO DE JULIE
O som do encerramento da chamada ecoa no meu quarto do hotel em Paris como um veredito de morte. Permaneço estática, com o celular ainda pressionado contra a minha orelha, enquanto sinto o sangue subir pelo meu pescoço, latejando nas minhas têmporas. Minha respiração é curta, sibilante, como se o oxigênio estivesse fugindo deste quarto luxuoso. O silêncio que se segue é ensurdecedor, quebrado apenas pelo batimento descompassado do meu coração, que martel