No meu segundo dia no hospital, o celular da minha mãe, Sofia, não parava de receber ligações dos acionistas da empresa.
Alguns ameaçavam que, se as questões da empresa não fossem resolvidas logo, eles viriam até o hospital.
No começo, eu ainda atendia, mas tudo o que ouvi era reclamação e insultos, então decidi parar de me importar.
O celular vibrava tanto na minha mão que meus dedos começaram a ficar dormentes. O médico, com a testa franzida, balançou a cabeça para mim.
— A condição da