O olhar de Bruno perdeu o brilho num instante, mas sua voz ainda carregava uma profunda ternura:
— Por que não? Só depende de você querer.
Eu permaneci em silêncio, escutando. Bruno, no entanto, parecia cada vez mais aflito.
Com os dentes cerrados, ele disse:
— Ana, eu ainda não comi. Vamos jantar juntos? Faz muito tempo que não consigo comer direito. Você pode, por favor, me fazer companhia?
— Bruno, comer bem é importante para cuidar da sua saúde e ter forças para lidar com os pensam