Desde o momento em que entrei no carro, Bruno sequer olhou diretamente para mim. Mesmo agora, seus olhos permaneciam fechados.
Eu não conseguia enxergar quais sentimentos ele escondia por trás daquela máscara inexpressiva.
“Que teatro ridículo!” pensei, com uma vontade súbita de rir.
Eu sabia muito bem o que ele queria. Não havia necessidade de fazermos esse jogo de cena.
— Quero que você me ajude. Luz e Rui, quero que eles fiquem bem.
Bruno abriu os olhos bruscamente, seu olhar afiado como dua