De repente, perdi toda a vontade de me justificar.
Explicar seria, de certa forma, admitir meus erros.
Bruno quebrou o silêncio, a voz carregada de mágoa:
— Ana, sabe qual é a coisa mais cruel que você fez?
Lancei-lhe um olhar, meu semblante tão calmo que não havia o menor traço de emoção.
Se eu realmente fosse capaz de ser fria com ele, não estaria nesse tipo de situação, enfrentando-o em um espaço apertado e sufocante.
De repente, Bruno soltou uma risada.
— O mais cruel é que voc