Ela abriu a porta do apartamento e esperou no hall, braços cruzados, vestindo uma blusa preta justa e jeans — simples, mas que marcava as curvas que ele tanto amava. Quando ele apareceu no elevador, carregando um buquê de lírios brancos e olhos fundos de quem não dormia há dias, o desejo bateu nela como uma onda, apesar de tudo. Ele estava lindo: camisa social azul aberta no colarinho, barba por fazer, cabelo bagunçado de quem passou a mão mil vezes.
— Amor... — começou ele, voz baixa, entregan