60. Uma fala errada
Laís
Eu nunca fui boa com crianças.
Nunca soube o que dizer quando elas fazem perguntas grandes demais para a idade que têm. E a Aelyn… bom, a Aelyn fazia perguntas grandes como gente grande.
Ela estava sentada no sofá, abraçada ao urso novo, as perninhas balançando devagar, os olhos atentos demais para alguém que tinha acabado de ver o mundo virar do avesso.
“Tia Laís…”, ela chamou baixinho.
“Oi, meu amor.” Sorri do jeito mais falso e gentil que consegui.
“Por que fizeram isso com a tia Branca