49. Manhã turbulenta
Branca
Acordei com o corpo quente. Mas não era um calor de clima, era de presença. De algo mais intenso do que o próprio sol.
Havia um braço firme ao redor da minha cintura, um peito sólido nas minhas costas, uma respiração tranquila batendo num ritmo que meu corpo reconheceu antes mesmo da minha mente acordar. Me aconcheguei sem pensar, encaixando melhor, esfregando o rosto naquele lugar seguro entre o pescoço e o ombro dele.
"Dormiu bem? " a voz saiu baixa, rouca, vibrando direto no meu corpo