44. Estranho
Branca
Aelyn estava diferente.
Não era só o corpo, mais firme, mais seguro, caminhando sem aquele cuidado excessivo que a acompanhou por tanto tempo. Era o brilho nos olhos. A leveza. Como se algo dentro dela tivesse finalmente entendido que sobreviver não era mais a única meta.
O fisioterapeuta foi claro naquele dia.
“Ela pode voltar a caminhar normalmente. Nada de excessos, nada de correr ainda, mas pode retomar a rotina.”
Aelyn quase pulou da cadeira.
“Então eu posso fazer tudo sozinha?”, pe