29. Não vá embora
Branca Oliveira
Limpei o rosto com o dorso da mão antes que as lágrimas voltassem a cair. Não porque a dor tivesse passado, mas porque, se eu não me movesse, ia afundar ali mesmo.
"Eu vou fazer a Aelyn dormir", falei, com a voz mais firme do que me sentia. "Se você quiser chamar seu advogado pra vir aqui depois… tudo bem. Se não, eu ligo pro meu. Isso não pode ficar assim." Respirei fundo. "Simplesmente não tem como."
Ele me encarou em silêncio. Aquele olhar pesado, atento, como se estivesse me