285. Uma nova história
Felipe
18 anos depois
O escritório tinha aquele cheiro de papel e café que eu estava aprendendo a associar com o meu cotidiano.
Não era o escritório do meu pai, o dele ficava no fórum, daquele jeito formal de juiz que eu conhecia desde criança. O meu era menor, mais novo, com aquela bagunça organizada de quem acabou de começar e ainda está descobrindo onde cada coisa fica. Três pilhas de processos na mesa, dois copos de café ao longo do dia, a janela que eu tinha insistido em manter aberta porq