As luzes de Lisboa, vistas do 12.º andar da Villar Studio, pareciam uma rede de diamantes espalhados sobre veludo negro. No escritório, o silêncio era quase sólido, interrompido apenas pelo zumbido discreto do sistema de climatização. A maioria dos funcionários já tinha saído, deixando para trás a promessa de um dia encerrado.
Caminhei até ao gabinete do Lourenzo. A porta de vidro estava entreaberta, deixando escapar uma nesga de luz âmbar. Antes de entrar, observei-o. Ele estava de pé, junt