Mundo ficciónIniciar sesiónO jantar estava sendo servido na imensa mesa de ébano da sala de jantar formal. O lustre de cristal acima deles lançava luzes fractais sobre as taças de vinho tinto, tão escuro quanto o sangue que pulsava nas têmporas de Mariane. Sentados à mesa estavam dois dos sócios mais antigos da Blackwood Global, lobos anciãos de olhares astutos que cheiravam a tabaco e tradição. Eles estavam ali para avaliar se a "aquisição" de Killian era digna de sua linhagem.
Mariane sentia o peso do vestido de seda preta contra sua pele. Ela sabia que estava deslumbrante, mas a confiança que sentira no quarto estava se esvaindo sob o escrutínio silencioso de Killian. Ele presidia a mesa como um monarca absoluto, a postura impecável no terno sob medida, mas seus olhos azul-oceano nunca abandonavam o rosto de Mariane por muito tempo. — Então, Srta. Valerius — começou o Sr. Sterling, o sócio mais velho, sua voz raspando como lixa. — Soubemos que sua alcateia tem enfrentado... dificuldades. Esperamos que sua união com o herdeiro Blackwood traga a estabilidade que seu povo tanto clama. Ou você é apenas um rosto bonito para decorar os eventos do Conselho? O insulto velado fez o sangue de Mariane ferver. Ela abriu a boca para dar uma resposta afiada, uma que lembraria a Sterling que a linhagem Valerius era mais antiga que o banco de sua família, mas antes que a primeira palavra saísse, ela sentiu um calor súbito. Sob a mesa, a mão de Killian pousou em sua coxa. Não foi um toque suave. Foi uma reivindicação. Seus dedos longos e fortes apertaram a pele sensível através da seda fina do vestido, uma pressão firme que a fez travar instantaneamente. O toque dele era um comando silencioso: Cale-se e comporte-se. — Mariane entende perfeitamente seu papel, Sterling — Killian respondeu calmamente, levando o vinho aos lábios. Sua voz estava perfeitamente controlada, mas a mão em sua coxa começou a subir lentamente, os dedos roçando a borda da fenda do vestido. — Ela é tão inteligente quanto é bela. Por isso a escolhi. Mariane sentiu um arrepio percorrer sua espinha, o choque da audácia dele misturado a uma descarga de adrenalina. Ela tentou se mover, tentando afastar a perna discretamente, mas o aperto de Killian aumentou, seus dedos cravando-se levemente no músculo da coxa dela, um aviso dolorosamente prazeroso de que ele não toleraria resistência. — Tenho certeza de que sim — continuou Sterling, observando Mariane com desconfiança. — Mas uma loba do Norte costuma ter... garras. Killian, você tem certeza de que ela sabe quem comanda nesta casa? Killian soltou um riso sombrio que não chegou aos olhos. Enquanto falava sobre projeções financeiras e logística de território, sua mão continuou sua jornada exploratória. Ele subiu os dedos pela parte interna da coxa de Mariane, centimetro por centímetro, perigosamente perto da renda de sua lingerie. Mariane sentiu sua respiração ficar curta. O calor entre suas pernas começou a pulsar em sintonia com a pressão dos dedos de Killian. Era uma tortura psicológica e física. Ela tinha que sorrir, concordar com a cabeça e parecer a companheira submissa ideal, enquanto o homem ao seu lado a dominava de forma invisível para todos os outros. — Mariane? — a voz de Killian a trouxe de volta. Ele estava olhando para ela, um brilho de divertimento cruel nos olhos. — O Sr. Sterling perguntou se você concorda com a fusão das terras do setor Leste. Mariane olhou para Killian. Ela podia ver o desafio em seu olhar. Se ela respondesse com a insolência que desejava, ele iria mais longe. Se ela se submetesse, ele venceria essa rodada. Mas o toque dele... o polegar de Killian começou a descrever círculos lentos e rítmicos em sua pele, exatamente onde o calor era mais intenso. Ela sentiu a umidade começar a traí-la. — Eu... eu concordo plenamente com as decisões de Killian — ela disse, a voz saindo um pouco mais rouca do que pretendia. — Ele sabe exatamente como extrair o melhor de cada situação. Killian sorriu, um sorriso predatório que dizia que ele sabia exatamente o efeito que estava causando. — Viu, Sterling? Ela é perfeitamente dócil quando bem manejada. Durante o restante do jantar, a mão de Killian nunca abandonou o seu posto. Ele a usava como um instrumento de controle; se ela hesitava em uma resposta, ele apertava. Se ela sorria para Sterling de forma muito encantadora, ele subia os dedos até o limite do proibido. Mariane estava em transe, o corpo tremendo sob a mesa, a mente nublada pelo desejo reprimido e pela fúria de ser tratada como um animal treinado. Quando os sócios finalmente se retiraram, o silêncio que caiu sobre a sala de jantar era elétrico. Killian não retirou a mão imediatamente. Ele se inclinou para perto dela, o cheiro de uísque e poder inundando os sentidos de Mariane. — Você foi muito bem, pequena loba — ele sussurrou, a voz carregada de uma promessa perigosa. — Suas respostas foram perfeitas, embora o seu cheiro diga que você estava... distraída. Ele finalmente retirou a mão, mas o calor do toque permaneceu queimando na pele dela como uma marca. Mariane levantou-se bruscamente, a cadeira arrastando com força no chão. — Você é um covarde, Killian — ela cuspiu, o peito subindo e descendo com força. — Usar sua força sob a mesa porque sabe que eu não posso gritar na frente dos seus sócios? Killian levantou-se lentamente, ajustando o paletó. Ele caminhou até ela, cercando-a contra a mesa. — Eu não usei força, Mariane. Eu usei autoridade. E pelo estado da sua respiração, eu diria que você gostou de cada segundo da sua punição. Ele estendeu a mão e tocou uma mecha do cabelo dela, os olhos fixos nos dela. — Agora, vá para o seu quarto. O vidro fosco nos espera. E não se esqueça: eu ainda sinto o cheiro da sua reação. Você pode mentir com as palavras, mas o seu corpo... o seu corpo já assinou o contrato comigo há muito tempo. Mariane saiu da sala sem olhar para trás, a mente em caos. Ela precisava de um banho gelado, mas sabia que, no momento em que entrasse no quarto, a silhueta dele estaria lá, através do vidro, lembrando-a de que a noite estava longe de acabar.






