O silêncio que veio depois pareceu esmagador, porque aquela pergunta carregava muito mais do que ciúme.
Carregava medo. Insegurança.
O receio ridículo de me apegar demais e acabar machucada no final.
Rafael me encarava intensamente agora.
A mão dele continuava firme na minha cintura.
— Você realmente ainda não percebeu? — perguntou baixo.
Franzi a testa.
— Perceber o quê? — perguntei curiosa.
Ele se aproximou mais. O suficiente para minha respiração falhar.
— Que não é ela quem ocupa minha cabe