Anny Sophia Rosa Martins
A casa estava viva, como sempre esteve nos últimos anos, mas de um jeito diferente. Havia risos vindos da sala, passos apressados, vozes cruzadas, o choro leve de um bebê sendo embalado e a discussão interminável de Azaléia sobre alguma teoria que provavelmente não faria sentido para ninguém além dela mesma.
E, ainda assim, tudo aquilo parecia perfeitamente encaixado.
Como peças de um mesmo destino.
Sentei-me devagar na varanda, sentindo o calor suave do fim de tarde to