Quando entramos no carro, João imediatamente nos olhou pelo retrovisor. Acho que pela minha cara ele percebeu que alguma coisa tinha acontecido, mas, como sempre, foi profissional o suficiente para não perguntar.
— Para onde vamos, dona Anny?
Respirei fundo antes de responder.
— Pra casa.
Ele assentiu e voltou a dirigir em silêncio.
Ao meu lado, Enzo também estava quieto.
Quieto demais.
Aquilo estava me matando por dentro.
Meu filho normalmente falava sem parar, fazia perguntas aleatórias, inve