Nossos pedidos chegaram e, por alguns minutos, o silêncio tomou conta da mesa. Não era um silêncio ruim, daqueles pesados e desconfortáveis. Era apenas tranquilo. Enzo estava completamente concentrado no prato, encantado com os camarões como se fossem a melhor coisa do mundo e, talvez, para ele, fossem mesmo.
— Hummm! — ele soltou, com a boca cheia, os olhos brilhando. — Isso é muito bom!
Não consegui evitar um pequeno sorriso.
— Mastiga direito, filho — repreendi, mas sem firmeza de verdade.
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