Os dias que se seguiram foram estranhamente silenciosos.
Lena não disse mais uma palavra ao Diogo desde aquela noite. Ela não chorava mais na frente de ninguém, mas seu silêncio era carregado de dor. Passava boa parte do tempo no quarto, ora com minha tia Helo, ora sozinha. Às vezes a encontrava no jardim, cuidando das plantas, como se cavar a terra com as próprias mãos pudesse livrá-la da mágoa.
Diogo, por sua vez, parecia um fantasma dentro de casa. Andava pelos corredores com os ombros cur