Início / Romance / Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex / 3. Não Importa O Que Ele Prometeu
3. Não Importa O Que Ele Prometeu

Acordo com o corpo inteiro dolorido. Não é ruim, só… diferente. Como se eu tivesse usado músculos que nem sabia que existiam.

Por um segundo, fico parada, de olhos fechados. Então as memórias voltam de uma vez só.

O pub.

O hotel.

Dante.

O jeito como ele me segurava enquanto eu gritava o nome dele contra os lençóis.

Abro os olhos rápido demais e encaro o teto desconhecido.

— Deus… que ele já tenha ido embora — sussurro, rouca.

Viro o rosto para o lado, com medo de encontrar ele ainda dormindo. Mas o lugar ao meu lado está vazio.

O lençol está bagunçado, frio.

Me sento devagar, segurando o lençol contra os seios enquanto meu corpo protesta com cada movimento.

A ardência entre minhas pernas faz minhas bochechas queimarem instantaneamente.

— Meu Deus, eu realmente fiz isso.

Minha primeira vez. Com um homem que conheci num bar.

Solto uma risada baixa.

Se alguém me contasse isso ontem, eu chamaria de surto.

Antes que eu consiga me afundar na vergonha, a voz dele chega da varanda. Fria. Controlada. Assustadora de tão calma.

— Não me importa o que ele prometeu. Resolva isso antes da reunião ou eu mesmo resolvo substituindo você.

Congelo. A voz dele ao telefone é completamente diferente daquela que gemeu no meu ouvido ontem à noite.

Ouço mais algumas palavras antes de ele desligar sem elevar a voz, sem repetir ameaças.

Me levanto rápido demais e quase tropeço no próprio lençol. Depois me aproximo devagar da varanda, tentando não fazer barulho.

Dante está de costas, apoiado no corrimão da varanda, usando apenas a calça social escura. O sol ilumina parte das tatuagens no antebraço dele.

Mesmo agora, sóbria, ele continua intimidante.

Bonito demais para ser real.

Os cabelos castanhos escuros estão levemente bagunçados, e a barba baixa parece mais marcada do que ontem.

Como se sentisse meu olhar, ele vira o rosto na minha direção. Seus olhos avelã descem pelo meu corpo enrolado no lençol, devagar, quase possessivos.

Sinto o calor subir pelo pescoço.

— Você encara todo mundo assim depois de transar com eles? — pergunto antes que o silêncio me engula viva.

Ele inclina a cabeça levemente, com um meio-sorriso perigoso.

— Só as que fingem que querem fugir, mas ainda estão molhadas só de me olhar.

Reviro os olhos e me afasto dele antes que minha cara entregue o efeito absurdo que a voz dele continua tendo em mim.

Encontro meu vestido dobrado perfeitamente sobre uma cadeira.

— Até depois de destruir meu corpo esse homem continua organizado — murmuro, mordendo o lábio.

Pego o vestido rápido demais, segurando o lençol contra a pele por um segundo antes de perceber o ridículo da situação.

Ele já viu meu corpo inteiro.

— Amy — Dante chama atrás de mim. — Para de agir como se tivesse matado alguém. Não precisa dramatizar a situação.

Solto uma risada seca enquanto começo a me vestir.

— Fácil falar quando sua vida provavelmente não virou do avesso nas últimas doze horas.

— Então parece que minhas suspeitas estão certas.

— Que suspeitas? — pergunto, levantando a sobrancelha.

— Que você foi traída.

Minhas mãos param no zíper do vestido enquanto observo Dante se sentar na beira da cama.

— Você não sabe nada sobre mim.

— Sei que entrou naquele bar querendo ser escolhida por alguém depois de ser descartada.

Desvio o olhar imediatamente, terminando de vestir o vestido rápido demais.

Dante se senta na beira da cama, mantendo os olhos em mim, esperando que eu me defenda.

— Não precisa bancar o psicólogo, nem sentir pena de mim — murmuro, por fim. — Foi só sexo.

— Pra mim foi.

— Ótimo! Pra mim também. Você cumpriu muito bem o que eu precisava. Aliás, obrigada por isso, Dante.

Pego os sapatos rápido demais e caminho até a porta antes que ele perceba meu rosto vermelho de raiva. Ou vergonha.

Talvez os dois.

— Posso chamar um carro — diz, sem se levantar da cama.

— Não precisa se preocupar.

— Não estou preocupado, mas é o certo.

— Eu sei que provavelmente é — respondo, sem desviar o olhar. — Mas continua sendo não.

Calço os sapatos sem me sentar, equilibrada em uma perna só, provavelmente parecendo ridícula, mas não vou dar a ele a satisfação de me ver procurando uma cadeira.

Quando endireito a postura, ele ainda me observa do mesmo jeito. Abro a porta e paro com a mão ainda na maçaneta, mas sem me virar.

— Espero que seu dia seja… menos complicado que o meu, Dante.

— Com o sobrinho que tenho, provavelmente não vai ser — ouço-o resmungar.

Nem me dou ao trabalho de questionar o comentário. Apenas saio sem olhar para trás.

Quando as portas do elevador finalmente se fecham, solto o ar que estava prendendo.

Dante. Sem sobrenome, sem número, sem nada. Deveria ser exatamente o que eu queria.

Então por que algo dentro de mim diz que isso ainda não acaba aqui?

Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App